Atividade Física e seus efeitos na Fibromialgia.

26 11 2010

Reconhecida há apenas 10 anos, doença atinge mais mulheres acima dos 40 e ainda não tem cura, mas já pode ser tratada.
Adamas & Julius (2005), explicam que nos últimos 20 anos, fomos capazes de observar novos inventos tecnológicos, descobertas científicas e avanços da medicina. Porém, junto com eles vieram novas doenças, doenças ainda desconhecidas por origem, prognóstico, tratamentos e cura. A fibromialgia é uma doença que afeta hoje cerca de 5% da população mundial, acometendo principalmente mulheres sedentárias, acima de 40 anos e pessoas de cor clara, caracterizando-se por dores agudas e crônicas, fadiga, distúrbios do sono, entre outros sintomas. O termo fibromialgia vem do latim fibro (tecido fibroso, ligamentos, tendões), do grego mia (tecido muscular), algos (dor) e ia (condição), ou seja, condição de dor proveniente de músculos, tendões e ligamentos.
O exercício é uma intervenção de baixo custo que pode promover saúde em vários aspectos e é capaz de reduzir a dor e outros sintomas da fibromialgia (FM). Nos últimos 20 anos, muitos ensaios clínicos sobre exercício para a FM foram publicados. Apesar dos erros metodológicos, há forte nível de evidência de que exercícios aeróbios supervisionados são eficazes na redução da dor, número de pontos dolorosos, qualidade de vida e depressão.

Sintomas:

1. Dor generalizada pelo corpo por, pelo menos, três meses.
2. Sono inquieto, superficial e não-restaurador (o paciente já acorda cansado).
3. Cansaço, perda de energia e diminuição da resistência a exercícios físicos.
4. Cólon irritado (diarréia alternada com prisões de ventre) e outras disfunções intestinais.
5. Formigamento e dormência nos braços, pernas, rosto e, sobretudo, nas mãos e nos pés.
6. Depressão de ansiedade crônicas.
7. Cefaléia
8. Sensação de inchaço nas articulações.
9. Rigidez muscular.
10. Desconforto diante de mudanças

Prescrição para pacientes de fibromialgia:

a. Individualize a prescrição
b. tipo de exercício: Condicionamento aeróbio deve ser prescrito para todos,
exceto quando houver condição associada que o contra-indique. Treinos de
força e alongamento são seguros e podem ser prescritos se houver contra-
indicação para treino aeróbio ou por preferência do paciente.
c. A preferência do paciente deve ser considerada na escolha da modalidade.
d. Modalidade: de baixo impacto
e. Intensidade: Treinamento na frequência cardíaca do limiar anaeróbio. Quando
fórmulas forem utilizadas, prescrever 65-70% da FCmax
, ou 50-55% da FCR
(Karvonen).
f. Iniciar com carga menor e aumentar progressivamente (treino escalonado)
g. Diminuir carga quando houver piora sintomática
h. Evitar super treinamento
i. Minimizar contrações excêntricas
j. Se possível, oferecer programa supervisionado ou atividades em grupo
k. Estimular pacientes a participar de grupos e associações (de pacientes)
l. Ser otimista sobre o quanto o exercício poderá ajudá-los
m. Prescrição por escrito


Acções

Informação

2 respostas

27 11 2010
Domina el sindrome de fatiga cronica (SFC)

Hola amigos, yo sufro de sindrome de fatiga cronica, aunque tiene algunas cosas en comun con la fibro, lamentablemente el SFC no mejora con la actividad fisica, mas bien empeora, muy pequenos y suaves ejercicios , como caminar unos pasos y algunos estiramientos si me ayudan, pero SIN ABUSAR, pues luego empeora!!

suerte a todos

22 12 2010
Vinícius K

Dae Bello, legal cara. Muito bom o artigo. Também estudei um pouco sobre fibromialgia este semestre no meu estágio. Pude trabalhar com uma aluna que teve evoluções significativas em relação a minimização das dores cronicas, ela pratica a atividade de musculação desde 2003, e relatou que necessita manter tal atividade, afim de manter os resultados obtidos, caso contrario volta “a estaca zero”. As atividades dela na academia normalmente se davam em método de circuito, para evitar os movimentos repetitivos, que estão ligados as dores. Um fator relatado por ela me chamou a atenção, que foi o seguinte: “eu aprendi a conviver com a dor, e a cada dia é uma luta, mas a atividade me ajuda e muito!”, ou seja, sem a atividade a dor se manifesta mais arduamente, sendo assim se torna comprovada a eficiencia da atividade nestes casos. Além da musculação ela ainda pratica hidroginastica e trabalha com uma equipe multidisciplinar para apoio pscicológico e também farmacológico.
Enfim, é uma patologia delicada, mas que se trabalhada de maneira adequada e preventiva tem seus frutos positivos.

Valeu brother, parabéns pelo blog, está muito legal.
Desculpa me prolongar, mas foi muito interessante trabalhar com essa área e achei oportuno deixar meu testemunho. Brigado.

Abração

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